Atualmente dedica-se a ministrar palestras por todo o mundo. Esteve no Brasil em 2007, 2008 e 2010 a convite da Editora Aleph para realização de workshops sobre diversos temas.
Foi palestrante convidado da Conferência Internacional Ethos, e também ministrou palestras em grandes empresas como Natura e Banco Real.
Goswami acaba de lançar no Brasil seu premiado documentário O Ativista Quântico, além do seu mais recente livro de mesmo nome.


As Evidências Científicas da Espiritualidade – por Amit Goswami (extraído do livro O Ativista Quântico)

“A ciência descobriu a espiritualidade. Hoje, há uma teoria científica logicamente consistente sobre Deus e a espiritualidade com base na física quântica e no primado da consciência. E temos dados experimentais replicados apoiando essa teoria. Noutras palavras, embora a mídia ainda não alardeie isso, há agora uma ciência viável da espiritualidade prenunciando uma mudança de paradigma, a superação da atual visão de mundo que estimula exclusivamente a materialidade.


Você pode chamar a nova ciência de ciência de Deus, mas não precisa fazê-lo. Na nova ciência, não existe Deus como um imperador todo poderoso, fazendo julgamentos a torto e a direito; existe uma inteligência pervasiva que também é o agente criativo da consciência, e que você pode chamar de Deus, se quiser. Mas esse Deus é objetivo, é científico.


E o que devemos fazer a respeito disso? O que podemos fazer para devolver Deus – na verdade, nossa própria fonte superior de causação – e a espiritualidade a nossas vidas e à sociedade? A resposta que apresento é o ativismo quântico, um movimento renovador com tríplice propósito.


Primeiro, recorremos ao ativismo a fim de chamar a atenção da mídia para o pensamento quântico e o primado da consciência; isso vai gerar apoio a novas pesquisas e conferir peso e reconhecimento ao novo paradigma em  detrimento da ciência mecanicista tradicional.
Segundo, usamos o poder transformador da física quântica para nos transformar individualmente e nos tornar exemplos e arautos da mudança social.


Terceiro, reconhecemos que a atual estrutura social, dominada pelo materialismo, não favorece a iniciativa das pessoas comuns que desejam ter uma vida significativa, criativa e transformadora. Assim, defendemos o ativismo como instrumento de mudança de nossas instituições sociais, de maneira a permitir que todos possam realizar seu potencial humano e alcançar a felicidade, o que só é possível por meio de metas criativas e espirituais. 

Há alguns anos, estava realizando uma palestra no Brasil sobre o recém-surgido paradigma da ciência baseado na física quântica. Um participante me desafiou:
– Já ouvi falar muito sobre novas interpretações que integram ciência e espiritualidade. Mas isso não é só teoria? Quando é que vocês vão nos apresentar comprovações ou dados?


Por um instante, fiquei abalado, mas depois respondi:
– Na verdade, fizemos nosso trabalho. As evidências científicas da espiritualidade, incluindo dados experimentais, estão aqui. Mas eu pergunto: o que estamos fazendo com elas?
A pergunta deu margem a muitos questionamentos, alguns dos quais descrevo a seguir.


• Se a espiritualidade foi restabelecida pela ciência em nossa vida, então devemos observá-la. Minha formação religiosa diz que devemos ser virtuosos. Eu gostaria de me tornar um ser humano mais amoroso, sincero, justo e solidário. A nova ciência pode me ajudar?


• Quando penso na espiritualidade, penso em Deus, e tenho dúvidas sobre Ele. Essas dúvidas fizeram com que eu me voltasse para objetivos materiais, que não me deixaram mais feliz. Eu gostaria de resgatar a espiritualidade em minha vida. O que tem a dizer a nova ciência?


• Se a espiritualidade é real, isso significa ter de abdicar de metas materiais em seu benefício? E se eu quiser explorar meu potencial criativo?


• Desisti de Deus, pois não entendo como um Deus bom permite que aconteçam tantas coisas ruins. Não consigo aceitar a divisão entre bem e mal do cristianismo popular. A nova ciência pode me ajudar nessa questão?


• Gostaria de trabalhar em soluções para nossos problemas sociais. Isso é espiritual?


Hoje, há muita gente confusa em relação à ética, ao valor da religião e da espiritualidade, e mesmo sobre o livre-arbítrio e a criatividade na busca do potencial humano; isso é resultado das afirmações categóricas e desmedidas da ciência convencional em prol do materialismo científico – todas as coisas (objetos materiais, pensamentos e ideias como espiritualidade e Deus) podem ser reduzidas a partículas elementares de matéria e suas interações.


O cristianismo popular deveria oferecer respostas a tais disposições, mas suas concepções simplistas não nos ajudam a lidar com essas afirmações. Assim, a ideia de que Deus é uma ilusão e que seria melhor esquecê-lo foi ganhando terreno.


Mas o Deus que os cientistas tradicionais denigrem é justamente aquele da crença popular simplista: um Deus onipotente que, de seu trono celeste, julga as pessoas e as envia para o céu ou para o inferno; um Deus que criou o mundo e todas as espécies vivas de uma só vez há seis mil anos; um Deus que permite que coisas ruins aconteçam a pessoas boas; um Deus que se supõe perfeito e que, no entanto, tem imagens imperfeitas – ou seja, nós.


Pois bem, precisamos ser claros. Que natureza de Deus a física quântica e o pensamento do primado da consciência estão postulando? O Deus da nova ciência é compatível com o Deus de que falam as grandes tradições religiosas? Discuti essas questões num livro recente, Deus não está morto, e apresento um rápido resumo de seus pontos básicos.


Na ciência materialista, existe apenas uma fonte de causação: as interações materiais. Damos a elas o nome de causação ascendente, pois a causa sobe desde o nível básico das partículas elementares até os átomos, as moléculas e a matéria densa que inclui as células vivas e o cérebro. Tudo bem, só que, segundo a física quântica, os objetos são ondas de possibilidade, e tudo que as interações materiais conseguem fazer é transformar possibilidade em possibilidade, mas nunca em realidades que experimentamos. Como o dualismo, este também é um paradoxo. Para transformar possibilidade em realidade, é necessária uma nova fonte de causação, e vamos chamá-la de causação descendente.


Quando percebemos que a consciência é a base de toda a existência e que objetos materiais são possibilidades da consciência, então também percebemos a natureza da causação descendente: ela consiste na escolha de uma das facetas do objeto multifacetado da onda de possibilidades, que então se manifesta como uma realidade. Como a consciência está escolhendo uma de suas próprias possibilidades, e não algo separado, não existe dualismo.” 

 A física quântica pode ter um caráter preditivo e determinista para um grande número de coisas; contudo, para eventos isolados e/ou objetos individuais, existe espaço para a liberdade de escolha e para a criatividade.


Por que não podemos usar nossa liberdade de escolha para criar nossa própria realidade e fazer com que só aconteçam coisas boas? Essa é uma boa pergunta. E como é possível não estarmos conscientes de que estamos fazendo escolhas da maneira como sugeri? Esta é a resposta crucial. O estado de consciência a partir do qual fazemos escolhas é um estado mais sutil, extraordinário, de uma consciência interconectada na qual somos todos um, uma consciência quântica “superior”. Por isso, é apropriado chamar de descendente a causação dela proveniente, e de Deus a sua fonte.


Veja, a unidade interconectada da consciência é aquela em que as conexões se dão sem sinal; o nome técnico para essas conexões sem sinal é não localidade quântica. Como você deve saber, na teoria da relatividade de Einstein todas as interações no espaço e no tempo devem ocorrer por meio de sinais. Assim, para usar as palavras do físico Henry Stapp, a causação descendente não local deve ocorrer “fora” do espaço e do tempo, embora seja capaz de produzir um efeito – a realidade – no espaço e no tempo.


Se você percebeu paralelos entre essa ideia e a evocação que costuma ser feita em discussões espirituais de alto nível – “Deus é tanto transcendente ao mundo como imanente a ele” –, isso é bom. Antes do advento da física quântica, era desse modo que os mestres espirituais tentavam mostrar que a relação entre Deus e o mundo não é dualista. E quando as pessoas leigas se queixavam da obscuridade dessa afirmação, eles diziam que Deus é inefável, o que só aumentava a dificuldade de compreensão.


Na nova ciência, a relação entre Deus e consciência e a consciência comum egóica é clara: na segunda, conexões e comunicações devem usar sinais; na primeira, a comunicação sem sinal é a norma.


A existência de comunicações não locais entre pessoas foi confirmada e replicada em milhares de experimentos. Como as interações materiais nunca podem simular a não localidade, essa prova experimental da existência de Deus, visto como uma consciência superior, uma interconexão não local de todas as coisas, é definitiva.


Temos livre-arbítrio? Se somos capazes de acessar nossa consciência superior e fazer escolhas a partir dela, pode apostar que sim; temos a total liberdade de escolha dentre as possibilidades quânticas apresentadas em qualquer ocasião. Dispomos de livre-arbítrio para escolher o mundo, bem como Deus e a natureza divina, a criatividade e a transformação espiritual.


A física quântica é a física das possibilidades, e sua mensagem incontroversa é que temos potencialmente a liberdade de escolher, dentre essas possibilidades, resultados que podem ser vivenciados.” – Por Amit Goswami



ENTREVISTA: FÍSICO QUÂNTICO AMIT GOSWAMI
Vídeo:Michel Cunha




Abaixo link para introdução de dois de seus livros:
http://www.editoraaleph.com.br/site/media/catalog/product/f/i/file_46.pdf

http://www.editoraaleph.com.br/site/media/catalog/product/f/i/file_14.pdf

Fonte:http://muitoalem2013.blogspot.com.br/2013/12/luzes-do-mundo-amit-goswami.html


Fonte:
CURA QUÂNTICA
AMIT GOSWAMI – UNINDO CIÊNCIA E ESPIRITUALIDADE
Ver Artigo Original


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